segunda-feira, 28 de junho de 2010

Emaranhamento quântico




Einstein criticou certos conceitos da física quântica afirmando que esta previa acontecimentos simultâneos (EPR) que contradiziam um de seus postulados da Relatividade: não existe nada mais rápido que a velocidade da luz. Niels Bohr respondeu que sim, o emaranhamento era uma possibilidade que a física quântica previa. A querela foi parcialmente resolvida com John Bell que deu elementos experimentais para a comprovação do emaranhamento comprovados, entre outros, por Alan Aspect. O emaranhamento quântico constitui uma relação de simultaneidade entre duas partículas separadas em qualquer distância no universo. As comprovações já chegam a quinze quilômetros.


A mecânica quântica é uma área da física que investiga os fenômenos do mundo dos átomos e das moléculas. Estamos falando de um mundo invisível, cujos espaços são medidos em nanômetros (milionésimos de milímetro), e onde acontecem coisas que fogem ao senso comum, como por exemplo, um átomo ocupando dois lugares ao mesmo tempo. Ali, duas partículas – ou mesmo conjuntos delas – demonstram uma propriedade chamada de emaranhamento ou entrelaçamento quântico. Se duas partículas formassem um par de dados de tabuleiro, estes pareceriam “viciados” para que fizessem a felicidade do jogador: atirado o primeiro dado e caindo em 1, o seguinte também cairia em 1; ou, no caso de uma aposta de seis pontos, e com o primeiro dado caindo em 2, o segundo mostraria o 4 para somar seis. Infalivelmente.

Emaranhado é propriedade fundamental da mecânica quânticaA partir do final da década de 1990 e início do século 21, este mundo emaranhado passou a atrair um número crescente de pesquisadores, mas o mistério faz com que eles colham muito mais perguntas que respostas. Sendo assim para os cientistas, para nós que vivemos no mundo macroscópico – onde tudo se enxerga e se mede, seja a dimensão, a densidade, a velocidade ou a incidência da luz –, um trabalho intitulado “Estados quânticos emaranhados” traz a expectativa de conteúdo incompreensível. No entanto, no mundo ultramicroscópico, emaranhamento não significa confusão; ao contrário, oferece respostas para alguns desses fenômenos.

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